quinta-feira, 31 de março de 2011

Trabalho de Polí.5 21/03/2011

Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
Instituto de Ciências Sociais – ICS.
Aluna: Márcia Regina Barbosa da Silva- 2004g0198.
Prof.ª. Belmira Magalhães. Data:21/03/2011.

Disciplina Política 5

1- Construa um texto baseado na democracia. O estado de igualdade e liberdade;coletivo e particular para Hegel, Tocqueville e Mills.

Hegel:
O estado para Hegel não é um estado qualquer ele é a unidade mediadora de relações entre os indivíduos para a manutenção da ordem evitando que ocorra em uma disputa por liberdade; assim sendo; o estado promove o bem dos indivíduos em sua individualidade protegendo a família através da sociedade civil, a qual é definida como um sistema onde os indivíduos satisfazem as suas necessidades através do trabalho e da troca; a sociedade civil assegura a defesa de suas liberdades através da administração da justiça e de suas corporações, isto é uma esfera de interesses privados, econômicos-corporativos e antagônicos entre si.
O Estado é a unidade substancial que traz o indivíduo a sua realidade efetiva e corporifica a mais alta expressão de liberdade. a sua existência imediata, na consciência de si, no saber e na atividade do indivíduo, tem a sua existência mediata, enquanto o indivíduo obtém a sua liberdade substancial ligando-se ao Estado como à sua essência fim e o produto da sua atividade.
Hegel acredita que todos devem ter a liberdade para poderem trabalhar e produzir assegurados pelo Estado que deve proteger este direito e também todos e qualquer bem que seja adquirido através do trabalho.




Tocqueville:
A Democracia está ligada a ideia de liberdade e à igualdade, a liberdade é a primeira condição para um regime democrático. Tocqueville apresenta a problemática de como desenvolver a lia igualdade sem que esta atrapalhe o direito de liberdade podendo destruí - la .A Democracia tem um caráter universal, seu processo seria um constante aumento da igualdade de condições para toda a humanidade, seria inevitável e providencial, no sentido de uma “própria vontade divina”, que poderia ser percebida na história da humanidade “é universal, durável e todos os acontecimentos, como todos os homens, servem ao seu desenvolvimento. Querer parar a democracia pareceria então lutar contra Deus.”. A democracia seria um processo igualitário , como se fosse uma lei nescessaria para se compreendera história da humanidade esta natureza jamais deveria ser interrompida, ela desenvolve-se de maneira diversa, conforme as culturas e estas determinariam se a democracia seria liberal ou tirânica e o único fator que poderia defini- la seria a ação política de seu povo.
A igualdade teria como fato gerador qualquer elemento cultural que permitisse aos indivíduos considerarem-se iguais, a expressão de uma ideia, princípio ou até mesmo uma lei que declarasse a igualdade dos homens desencadearia o processo igualitário, garantiria o seu desenvolvimento e concretizaria esse conceito. Porém, o processo da igualdade poderia levar à perda da liberdade, através de desvios, como por exemplo o surgimento de uma sociedade de massa, gerando uma Tirania da Maioria ( o surgimento de um Estado Autoritário e despótico), que destruiria as minorias;o seu temor é do surgimento de uma cultura autoritária que destrua as possibilidades de manifestações das minorias,ou mesmo dos indivíduos diferenciados; mesmo assim considera o individualismo pernicioso.
Para viver livre é necessário habituar-se a uma existência plena de agitação, de movimento, de perigo; velar sem cessar e lançar a todo momento um olhar inquieto em torno de si: este é o preço da liberdade”. Para Tocqueville a liberdade é extremamente frágil e por isso precisa ser querida, protegida e é preciso lutar por ela para não perdê-la e nunca abandonar a sua defesa. A liberdade deveria ter a qualidade de um direito institucional, em parceria da ação política dos cidadãos e sua participação nos negócios públicos, tal parceria poderia ser alcançada através de organizações livres: instituições que descentralizariam a administração pública, organizações políticas, partidos etc.
Para Tocqueville, o processo inevitável da igualdade apresenta perigos e ameaça à liberdade que mesmo já tendo sido conquistada é frágil e a qualquer momento pode ser destruída ; igualdade sem liberdade seria insuportável, assim apenas a democracia seria a legítima mediadora desse conflito. As obras de Tocqueville e sua atividades políticas são uma luta constante para que a democracia fosse construída preservando a liberdade.


MILLS
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Márcia Regina Barbosa da Silva.
Aluna do Instituto de Ciências Sociais-ICS/UFAL
Bolsista do Instituto de Computação-IC/UFAL
(82) 9341-8004 / (82) 8828-3815


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Correção do meu orientado.

Universidade Federal de Alagoas - UFAL.

Instituto de Ciências Sociais – ICS.

Márcia Regina Barbosa da Silva

Matricula 2004g0198

Orientação: AMARO XAVIER BRAGA JUNIOR

O papel da Mulher nas Religiões Primitivas e Neopagãs.

Introdução
Em um estudo sobre religião, o gênero feminino se abre em um riquíssimo leque de oportunidades, tendo em vista que sua observação é mutável tanto nas diversas épocas da História quanto nas milhares de culturas existentes no mundo.A mulher pode ser observada como um ser sagrado, sob o aspecto da Grande Deusa, como sacerdotisa, ou simplesmente como mãe veículo maior do milagre da vida, ou sob o jugo de pecadora responsável pela queda do homem e símbolo maior das tentações. É neste rico e imenso universo de possibilidades que se objetiva estudar o “Sagrado Feminino” através de um olhar sócio-antropologico onde se expõe o Papel da mulher nas religiões primitivas, em contra partida com o papel que a mulher exerce nas religiões patriarcais atuais.
Este trabalho procura discutir “as verdades” sobre uma época de igualdade entre gêneros, onde o homem e a mulher possuíam grande atuação na formação da sociedade, época a qual poder do sagrado feminino era formador do respeito, da moral e de uma sociedade onde o matriarcado tornava a vida das mulheres propicias para a sua atuação não só na Religião como também na Política social.

Metodologia
Considerando que não existe uma religião primitiva a ser observada nos tempos atuais, a pesquisa terá como base uma revisão de literatura em trabalhos de historiadores, arqueólogos, psicólogos, filósofos e antropólogos considerando suas opiniões e relacionando-as às observações participantes em grupos que resgatam esta prática, assim denominados “neopagões”, valendo-se ainda de entrevistas semi-estruturadas com os participantes. Questionando-se sobre o nível de apropriação destes bens simbólicos , tendo em vista que os valores destas sociedades foram praticamente extintos e o modo como tais sociedades viviam, sua relação com os elementos da natureza, e a formação cultural esta vinculada a registros antigos sem uma filiação direta como nos movimentos religiosos tradicionais.


Resultados
Nossa atual sociedade possui uma cultura religiosa patriarcal na qual a mulher foi praticamente excluída do universo religioso, sendo educada para tornar-se subserviente ao homem, poucas vezes é mencionada na Bíblia principal livro sagrado, e quando o mesmo ocorre é sempre como coadjuvante do momento histórico onde o Homem é o herói baseado em praticas de moral segregacionais que legitimam tais atitudes. Nesta religião o contato divino é estabelecido sempre através do sacerdócio masculino, onde impera um Deus Solar que é amor e aonde tudo o que vem da mulher é visualizado com desconfiança. A Mulher foi considerada como a responsável maior pelo pecado ter adentrado no mundo, detentora da maldição, a sedutora, a manipuladora de Adão, traidora da humanidade marcou a vida de suas descendentes as excluindo do poder político e religioso que provem do sacerdócio.

Conclusão
Desde o final do século XX, com as vitórias dos movimentos feministas e a valorização da imagem da mulher através de sua luta por liberdade e posse de seu próprio corpo, surgem novos movimentos religiosos onde ocorre o resgate a imagem da mulher como um ser sagrado no que diz respeito às religiões de origem primitiva ou pagã “ O Sagrado Feminino” que quase fora extinto pelos primeiros religiosos monoteístas e que havia sido tão condenado pelos cristãos da idade média os quais estavam mais interessados em enriquecer usando Deus como escudo para exercerem suas barbáries do que realmente seguir a filosofia religiosa do amor ao próximo, ressurge sob o stigma inicial de movimento Nova Era tendo como um dos principais lideres deste movimento religiosos Gerald Gardner o pai da WICCA ( a religião da Deusa). A Religião Primitiva vem sendo resgatada para podermos ter um melhor entendimento dos aspectos filosófico, religioso e histórico já que possui suma importância para o entendimento da criação e da evolução das religiões.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Congresso Acadêmico. UFAL


Universidade Federal de Alagoas - UFAL.
Intituto de Ciências Sociais – ICS.
Márcia Regina Barbosa da Silva
Matricula 2004g0198

O poder da Mulher nas Religiões Primitivas.

Em um estudo sobre religião, o gênero feminino se abre em um riquíssimo leque de oportunidades, tendo em vista que sua observação é mutável tanto nas diversas épocas da História quanto nas milhares de culturas existentes no mundo.A mulher pode ser observada como um ser sagrado, sob o aspecto da Grande Deusa, como sacerdotisa, ou simplesmente como mãe veículo maior do milagre da vida, ou sob o jugo de pecadora responsável pela queda do homem e símbolo maior das tentações. É neste rico e imenso universo de possibilidades que decidi estudar o “Sagrado Feminino” através de um olhar sócio-antropologico onde desejo expor o Papel da mulher nas religiões primitivas, em contra partida com o papel que a mulher exerce nas religiões patriarcais atuais.
Nossa atual sociedade possui uma cultura religiosa patriarcal na qual a mulher foi praticamente excluída do universo religioso, sendo educada para tornar-se subserviente ao homem, poucas vezes é mencionada na Bíblia principal livro sagrado, e quando o mesmo ocorre é sempre como coadjuvante do momento histórico onde o Homem é o herói baseado em praticas de moral segregacionais que legitimam tais atitudes. Nesta religião o contato divino é estabelecido sempre através do sacerdócio masculino, onde impera um Deus Solar que é amor e aonde tudo o que vem da mulher é visualizado com desconfiança. A Mulher foi considerada como a responsável maior pelo pecado ter adentrado no mundo, detentora da maldição, a sedutora, a manipuladora de Adão, traidora da humanidade marcou a vida de suas descendentes as excluindo do poder político e religioso que provem do sacerdócio.

Desde o final do século XX, com as vitórias dos movimentos feministas e a valorização da imagem da mulher através de sua luta por liberdade e posse de seu próprio corpo, surgem novos movimentos religiosos onde ocorre o resgate a imagem da mulher como um ser sagrado no que diz respeito às religiões de origem primitiva ou pagã “ O Sagrado Feminino” que quase fora extinto pelos primeiros religiosos monoteístas e que havia sido tão condenado pelos cristãos da idade média os quais estavam mais interessados em enriquecer usando Deus como escudo para exercerem suas barbáries do que realmente seguir a filosofia religiosa do amor ao próximo, ressurge sob o stigma inicial de movimento Nova Era tendo como um dos principais lideres deste movimento religiosos Gerald Gardner o pai da WICCA ( a religião da Deusa). A Religião Primitiva vem sendo resgatada para podermos ter um melhor entendimento dos aspectos filosófico, religioso e histórico já que possui suma importância para o entendimento da criação e da evolução das religiões. Considerando que não existe uma religião primitiva a ser observada nos tempos atuais, a pesquisa terá como base valores antigos e os redescobertos por historiadores, arqueólogos, psicólogos, filósofos e antropólogos já que os valores destas sociedades foram praticamente extintos e o modo como tais sociedades viviam, sua relação com os elementos da natureza, e a formação cultural esta vinculada a registros antigos, consulta de textos Históricos, registros arqueológicos, Sites e livros de religiosidade pagã.

Meu TCC tenta resgatar “uma verdade” sobre uma época de igualdade entre gêneros, onde  o homem e a mulher possuíam grande atuação na formação da sociedade, época a qual poder do sagrado feminino era formador do respeito, da moral e de uma sociedade onde o matriarcado tornava a vida das mulheres propicias para a sua atuação não só na Religião como também na Política social.



O poder da sacerdotisa.

Todas as mulheres do mundo, todos os seres nascidos sob égide do gênero feminino, se podiam enquadrar em duas categorias: ou eram bruxas ou sacerdotisas.
As Bruxas cuidavam dos males físicos.
As sacerdotisas curavam os males da Alma...

-Margaret Murray-
Antropóloga

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Formatações.

PAPER
Definições
Para a ABNT (1989) paper é um pequeno artigo científico, elaborado sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa para comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitos à sua aceitação por julgamento.
Os propósitos de um paper são quase sempre os de formar um problema, estudá-lo, adequar hipóteses, cotejar dados, prover uma metodologia própria e, finalmente, concluir ou eventualmente recomendar.
O paper é intrinsecamente técnico, podendo envolver fórmulas, gráficos, citações e pés de página, anexos, adendos e referências.
Num paper a opinião do autor é velada e tem a aparência imparcial e distante, não deixando transparecer tão claramente as crenças e as preferencias do escritor.
Para Carmo-Neto (1996) os dados de um paper são geralmente experimentais, mensuráveis objetivamente; mesmos os mais intuitivos ou hipotéticos sempre imprimem um certo pendor científico, e quase sempre são formados a partir de uma metodologia própria para aquele fim.
Estrutura
Um paper deve conter os seguintes elementos:
  • Título;
  • Nome completo do(s) autor(es);
  • Resumo e/ou Abstract;
  • Introdução;
  • Revisão da Literatura;
  • Metodologia;
  • Desenvolvimento;
  • Resultados;
  • Discussão dos Resultados;
  • Conclusão;
  • Anexos e/ou Apêndices;
  • Bibliografia.
Embora um paper apresente número de páginas variado, de 15 a 20 páginas é o tamanho aceitável.
Utilização
  • Trabalho final de disciplinas de Cursos de Especialização, de Mestrado e de Doutorado;
  • Apresentação em congressos;
  • Publicações periódicas de papers, ex. READ (Revista Eletrônica de Administração – PPGA/EA/UFRGS).

ENSAIO
Definições
O ensaio é um "estudo bem desenvolvido, formal, discursivo e concludente, consistindo em exposição lógica e reflexiva e em argumentação rigorosa com alto nível de interpretação e julgamento pessoal. No ensaio há maior liberdade por parte do autor, no sentido de defender determinada posição sem que tenha que se apoiar no rigoroso e objetivo aparato de documentação empírica e bibliográfica. De fato, o ensaio não dispensa o rigor lógico e a coerência de argumentação e por isso mesmo exige grande informação cultural e muita maturidade intelectual" (Severino, 1976, p.153)
"É uma exposição metodológica dos assuntos realizados e das conclusões originais a que se chegou após apurado o exame de um assunto. O ensaio é problematizador, antidogmático e nele deve se sobressair o espírito crítico do autor e a originalidade" (Medeiros, 2000, p. 112).
RESENHA
Definições
Tipo de resumo crítico, contudo mais abrangente: permite   comentários e opiniões, inclui julgamento de valor, comparação com outras obras da mesma área e avaliação da relevância da obra em relação às outras do mesmo gênero, por isso normalmente a resenha é uma tarefa para especialistas no assunto, como professores de determinada área.
Segundo Andrade (1997), resenha é um relato minucioso das propriedades de um objeto, ou de suas partes constitutivas; é um tipo de redação técnica que inclui variadas modalidades de textos: descrição, narração e dissertação. Estruturalmente, descreve as propriedades da obra (descrição física da obra), relata as credenciais do autor, resume a obra, apresenta suas conclusões e metodologia empregada.
Estrutura
A resenha deve ser escrita em terceira pessoa, implicando em certa neutralidade, o que é limitado, porque na seleção e organização do texto já ocorre intenção de quem escreve.
Elementos de Identificação
Uma resenha deve conter os seguintes elementos:
  • Autor;
  • Título;
  • Local da Publicação;
  • Editora;
  • Data;
  • Edição;
  • Tamanho;
  • Autoria;
  • Resumo;
  • Tipo de Livro;
  • Bibliografia;
  • Apreciação.
Fonte: Guia para a elaboração de trabalhos escritos - UFRGS

Meu orientador me intimou a apresentar-me no Congresso Acadêmico.Gostei disso...

Congresso Acadêmico
1 mensagem

amaro braga <@@@@@@@@@@@> 30 de setembro de 2010 14:57
Para: Regina <reginaufal@gmail.com>
Regina,

quero que vc escreva uma página, um página e meia sobre sua intenção de pesquisa para o TCC e escreva no  congresso acadêmico.
Não é nada complicado, apenas vc deve colocar em pauta uma introdução esclarecendo um objetivo, uma problematização discutindo o objeto e como pretende seguir.
Faça um rascunho e mande pra mim para que eu possa melhorar (se precisar) e vc realizar a isncrição, ok?

Estou no aguardo.
Amaro Braga

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Antropologia.

Antes de atingir o status de ciência a antrologia foi estudada por vários teóricos muitos deles estudiosos outros apenas curiosos pelo o assunto esses eram observadores do meio e da cultura.
O estudo das culturas e suas diferenças inicio-se de forma natural e espontânea estudo este realizado por pessoas comuns mas,com um olhar antrológico bastante aguçado esses estudiosos eram chamados de cronistas pois, descreviam de forma etnológica as observações e deixaram registros diretos e espontâneas.
A partir da década de 30 inicio-se a formação acadêmica de etnólogo. O brasil na verdade era uma "selva etnólogica" a ser pesquisada. Os etnólogos estrangeiros eram os mais interessados.
Em 1934 foi fundada a escola de socilogia e política com uma quantidade significante de mestres estrangeiros.Dentre esses estrangeiros estava Gilberto Freyre autor de Casa grande e senzala e Arthur Ramos.
Os anos 30 foi marcado por ter sido o início de estudo de mudança social mudança cultural ou aculturação tais estudos tiveram por objetivo a população negra, os grupos índigenas, bem como os imigrantes Europeus e Asiáticos e seus descendentes" (1) (pág 139)
Já os anos 40 e 50 foram marcados pela realização dos "estudos de comunidade" eram observadas pequenas vilas e pequenas cidades utilizando a técnica da etnologia.
O folclore foi bem estudado nesse periodo e tem vários conceitos boa parte dos trabalhos sobre folclore "são caráter descritivos "(2) (pág.148)
" Apesar desses trabalhos terem sidos desenvolvidos por sociólogos, são de grande importância para os etnólogos, os mesmos abordaram temas até então explorados pelos folcloristas, dando-lhes uma interpretação funcionalista com que procuram dar conta da persistência e mudança social."(3) ( pág.149)
Melatti nessa obra faz um roteiro do estudo da antropologia no Brasil desde a época dois cronistas que relatavam suas observações. Nesse roteiro fica fácil perceber a evolução dos estudos etnológicos e as linhas seguidas posteriormente.
O autor encerra o texto listando escolas de ciências sociais com ênfase em Antropologia isso para osinteressados que procuram graduações e pós a até mesmo mesmo doutorados na área.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Rosh Hashaná


Aniversário do Universo e Dia do Julgamento

O que comemora-se: 
Rosh Hashaná, considerado o aniversário do Universo, é na realidade o sexto dia da Criação, quando D’us criou o primeiro homem, Adam – o propósito de toda Criação. O primeiro ato de Adam foi proclamar D’us como Rei do Universo. Por este motivo, a cada Rosh Hashaná coroamos o Todo-Poderoso como Regente do mundo, reafirmando nosso compromisso de serví-Lo apropriadamente. Assim como D’us completou a Criação no primeiro Rosh Hashaná, a cada Rosh Hashaná Ele reavalia a qualidade de nosso relacionamento com Ele, assumindo uma vez mais o sustento do mundo. Nisto se constitui o julgamento de Rosh Hashaná.

Comemora-se: Dia 1 de Tishrei

Duração: 2 dias (inicia-se antes do pôr-do-sol da véspera e termina ao completo anoitecer do 2º dia)

Velas: As velas são acesas na véspera, ao pôr-do-sol do primeiro e do segundo dia com a bênção apropriada da festa.

Kidush: Ao retornar da sinagoga, após as preces de Arvit, recita-se o kidush da noite de Rosh Hashaná e ao retornar da sinagoga, após as preces da manhã e Mussaf (Prece Adicional) recita-se o kidush do dia de Rosh Hashaná, ambos sobre uma taça repleta de vinho.

Costumes

Tsedacá
Deve-se acrescentar doações para caridade neste dia.

Hatarat Nedarim
Costuma-se anular promessas feitas durante o ano perante um grupo composto por 10 homens. É realizada antes de Rosh Hashaná para que o ano novo reinicie sem conexão com qualquer falha que possa ter havido no passado.

Maçã com Mel

Na primeira noite, antes de iniciar a refeição, mergulha-se uma maçã doce no mel.

Shaná Tová

Na primeira noite de Rosh Hashaná, após a reza, é costume comprimentar as pessoas com o voto: "Possas tu ser inscrito e selado para um bom ano." / "Shaná Tová ve chatimá tová".

Chalot Redondas

Usam-se duas chalot redondas a cada refeição e é costume mergulhar cada fatia no mel antes de comer.

Tashlich

No primeiro dia de Rosh Hashaná, logo após a reza da tarde, Minchá, é costume ir até um poço ou lago onde haja peixes e recitar uma bênção especial chamada "Tashlich" ("Jogarás"). Simbolicamente jogamos nossos pecados nas profundezas do mar. A água representa a bondade e os peixes, cujos olhos nunca fecham, representam a vigilância constante de D’us sobre nós.

Fruta Nova
Na segunda noite, uma fruta da nova estação, que ainda não tenha sido provada, é saboreada logo após o kidush.

Cabeça de Peixe

Cabeça de peixe, servida durante a refeição, faz parte de um dos símbolos da festa para lembrar que devemos ser sempre "cabeça"; um exemplo a ser seguido por todos.

Tsimes
Prato composto de cenouras doces, faz parte das iguarias servidas.
Cenouras em yidish é meren, que significa acrescentar, representando o desejo de possuirmos mais méritos que falhas.

Proibições

As atividades criativas proibidas no Shabat também o são em Rosh Hashaná, com exceção de carregar num domínio público, cozinhar para as refeições do mesmo dia (se for utilizado fogo de uma chama acesa desde a véspera) e outras atividades ligadas à preparação dos alimentos.